Evento da Cevenb pede mais representatividade na Ordem

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    • 4 de junho de 2019
    800 353 OAB Teresópolis - 13ª Subseção

    Foto: Luciana Botelho  |   Clique para ampliar
    Clara Passi
    Por meio de mesas que homenagearam advogadas negras notáveis (Maria Moura, Maria Soares, Aglaete Nunes Martins e Zélia Welman), a Comissão Estadual da Verdade da Escravidão Negra no Brasil (Cevenb) da OAB/RJ exaltou, num evento realizado nesta terça-feira, dia 4, na Seccional, aquelas que até hoje são subrepresentadas em postos de destaque na advocacia e até da própria Ordem, como sinalizou o presidente da Cevenb, Humberto Adami, na mesa de abertura.
    Intitulado Reparação da escravidão e o reconhecimento à mulher negra advogada, o encontro foi inaugurado também pela presidente do Instituto dos Advogados do Brasil, Rita Cortez, pela vice-presidente da Seccional, Ana Tereza Basílio, pela diretora de Igualdade Racial da OAB/RJ, Ivone Caetano, pela diretora de Mulheres, Marisa Gaudio, pelo diretor do Centro de Documentação e Pesquisa, Aderson Bussinger, pela presidente da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, Guiomar Mairovitch, pela representante da OAB da Bahia Silvia Cerqueira e pelo da OAB Minas Gerais Gabriel Dias de Moura, ambos militantes na causa que serviu de tônica para o evento.
    Adami e Cerqueira colocaram-se favoráveis à retomada do projeto de censo da advocacia. “Quantos de nós estamos nos altos cargos da OAB? Tem que haver mais caras pretas no Conselho Federal e nas seccionais”, clamou ele.
    Tanto Basílio quanto Gaudio sublinharam a importância de se perseguir constantemente a igualdade de gênero na advocacia. Mairovitch falou de pontos de convergência entre as sevícias do Holocausto e da escravidão negra e Bussinger classificou o tema como caro também ao CDP. Foto: Lula Aparício |   Clique para ampliar Primeira a ser exaltada, Maria Soares é uma advogada de 95 anos que começou a advogar depois de aposentada e é conhecida por sua militância política. “Chegar aonde eu cheguei sendo exceção não é privilégio nenhum”, disse ela, sob aplausos dos inscritos. Na ocasião, foi apresentado o Museu Afro Digital, projeto da Uerj que teve assessoria técnica da Cevenb.Fonte

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